Observe ao seu redor! Quantos sorrisos esbanjados, quantos afagos mal dados, quantos beijos forçados.
Repare melhor! Quantos dedos entrelaçados, quanto carinho obrigado, sem nenhum sentimento maior.
Não olhe, veja! Veja todo mundo que passa, que fingi que abraça, que tenta se convencer. As “pessoas presenciais”, que com sua maneira ineficaz forçosamente querem mais.
Preste atenção nos que dizem que amam, os que sem querer se enganam e nem ao menos podem perceber. Eu olho isso, mas não consigo ver.
Talvez seja algo inexistente, que não tenha o brilho latente e pra mim soa indiferente. Note o desapego que cresce, que só transparece a quem consegue mentir.
Mas eu, eu não tenho pressa, só desejo o que me interessa, não preciso ser assim. Sou triste porque tenho sentimento, sou fiel ao que trago por dentro, mas isso parece não valer. Esses amores não me enganam, a minha atenção não chamam e na verdade me fazem temer.
Chega de exibicionismo barato, o supérfluo não é mais escasso e isso não me atrai (só trai). O comum nem ao menos me distrai!
Pra mim eu quero mais…
Quero palavras sinceras, suspiros e promessas que me façam reviver. Quero um sentimento recíproco, um beijo escondido e abraços urgentes.
Eu quero mesmo é ver o brilho nos olhos, me ver em alguém.
Eu sei o que eu quero…