Archive for janeiro \31\UTC 2008

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Sonhos?

janeiro 31, 2008

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Sempre achei os sonhos algo bem interessante. Há pessoas que acreditam que não passam de uma junção de fatos que residem no seu sub-consciente, um medo ou um desejo não manifestado. Quando pequena costumava ter sonhos repetitivos. Hoje me parecem bem aleatórios. Outra coisa curiosa é como eles podem interferir no meu humor. Já tive sonhos surreais, sonhos alegres, diferentes e muitos, MUITOS pesadelos. Passei um tempo tendo uma seqüência de sonhos bons, de sonhos-avisos e logo depois uma de coisas ruins, indo de perseguições até sequestros com “quase morte”.
Foi quando comecei a tentar interpretá-los de uma forma nova. Não, eu não procurei no google nenhum significado, nem muito menos fiquei tentando entender o que é sonhar com porquinho da índia, um canavial ou um show da Ivete Sangalo. Apenas busquei extrair deles o “contexto geral” (como diria meu antigo professor de inglês).
Nessa noite, sonhei que uma tsunami vinha em direção a minha cidade e eu estava impossibilitada de sair de casa, pois faltavam apenas 6 minutos pra maldita nos alcançar. Tive uma sensação podre de impotência, eu sabia que ia morrer. Por fim, a onda não apareceu. Acho que o sonho, dessa vez, não foi um reflexo do meu sub-consciente nem nada parecido. Entendi que o problema era grande (pra não dizer enorme) e que certas vezes você não pode fazer nada, a não ser esperar que ele passe, que você fique bem. Confesso que acordei um pouco assustada, com medo, mas esse sonho no momento me conforta…

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O que são as pessoas?

janeiro 29, 2008

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O que são as pessoas?
São ilhas difíceis de ser exploradas. Sempre as vi com olhos desconfiados, achando sempre que são perigosas, interesseiras ou falsas. Acho que não errei em pensar assim, apesar de que hoje encaro isso de outro modo. Se me perguntam “O que são as pessoas?” ou “O que elas querem?” eu reflito antes de julgar. Demoro a chegar a uma conclusão. No fundo, acho que isso não é algo que se pergunte. A indagação correta é “O que você espera das pessoas?“. Eu, particularmente, espero sempre que elas sejam ao menos do jeito que sou. Talvez seja um dos meus maiores defeitos. Toda vez que me apego a alguém e crio laços de afinidade, deposito nessa relação todas as minhas expectativas. Indiferentemente, quebro a cara. Mesmo sabendo que o mundo está ai pra te passar algum apendizado, que cada ferida traz consigo uma lição, é difícil não se abalar com desapontamentos. Ninguém tem culpa, eu que tenho. Me ensinaram a não esperar reciprocidade, mesmo assim foi só o que eu quis durante muito tempo de todo mundo que se aproximou. Agora não hesito em procurar defeitos nos outros, mesmo sabendo que o maior deles me pertence. Acredite, isso machuca bem mais: saber que o erro é teu e ser incapaz de mudar. Pode ser que seja algo irremediável, portanto terei que me acostumar. Simplesmente me adaptar as pessoas e aceitá-las como são, sem esperar delas só as respostas que quero ouvir. Agora insisto na pergunta: “O que eu espero das pessoas?” E me respondo: “Não espero mais nada.” Então vou me acostumando com meu novo jeito e passo a me preocupar apenas com o que esperam de mim.

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“Diálogo”

janeiro 28, 2008

adam.jpg – Vai dizer, mil promessas vai fazer, vai tentar te convencer de que es especial.
rachel.jpg – Deixe está, finja que não vai se abalar, que seu comportamento não vai mudar e você vai ver que vai passar.
adam.jpg – Vai insistir, de alguma maneira que não aparente novamente mentir, vai te deixar acreditar que te fará feliz.
rachel.jpg – Irás notar, que como todos os outros esse não veio pra ficar, vai ser só mais um que vai machucar ainda que tu saibas disfarçar.
adam.jpg – Vai comemorar ao ver que mesmo resistindo você já se entregou, e não vai se comover ao perceber que se envolveu.
rachel.jpg – Já se perdeu, mesmo fingindo que sim você não renegou, só vai se arrepender quando puder saber quem se maguou…

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Não era pra ser.

janeiro 28, 2008

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Não tente ser sempre o que você é, porque os outros absorvem tantas coisas suas que não final você não é mais nada. Quando se vê, o poço de felicidade se tornou um deserto tão grande dentro de você que tudo parece vazio e frio. Olha pra ti e vê algo devastado, não tiveram piedade nem de devolver a tua parte roubada. De repente, as sensações ficam em grau elevado. É impossível não transparecer o furacão que invadiu o teu deserto. Escutas mil pessoas dizendo pra tu não ficar assim, ouve o tempo dizendo que vai passar, mas o teu coração não entende como isso pode ser passageiro.

Todos os conselhos falham.

Qualquer um percebe que não es assim, mas se não vais a fundo na tua própria dor, te perdes nas esperanças míseras de quem mendiga reciprocidade. E quando dizes acreditar que nenhuma ferida dói tanto, tu te esqueces que no momento em que afirmas isso, não tens se quer um arranhão.
Agora ficas vulnerável a ponto de se sentir tocada ao ler, ao ver ou escutar qualquer coisa que te remeta a quem dedicastes teus dias. Dependes do tempo pra entender que a canção triste era pra ser alegre e que quem a toca nunca teve a intenção de compor ela… Mesmo assim, estais num barco que não tem comando, apenas navega sem rumo e ainda que você queira não pode abandoná-lo, pois sem ele podes se afogar e pra esse tipo de coisa ninguém foi treinado pra nadar.

… “i don’t want to leave her now, you know i believe how.”

A canção que era pra ser alegre:

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Talvez mais um título perdido.

janeiro 28, 2008

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Antes eu tivesse te ouvido… evitaria muita coisa, inclusive o aprendizado. Por mais cansativo que seja você insistir em dizer que aprende quando sofre ou quando erra, é uma verdade inquestionável. Se alguém disser que nunca aprendeu errando, esse alguém não vale a pena. Você ao menos aprende a se decepcionar e a ver o quanto é incapaz de ser o que sempre quis. Se eu seguisse conselhos, estaria poupando encontros com pessoas antes agradáveis, porém que sem nenhum motivo mudaram, tentando roubar um pouco de mim egoistamente. Falharam! Insistiram na minha infelicidade, visando um lucro que talvez não fosse digno a ninguém, algo um tanto mecânico. Novamente falharam! Planos de guerra, persuasão de aliádos. Não se cansaram, falharam! Foi no pior ataque que conheci minha melhor defesa. Vi que justamente por nunca ouvir ninguém aprendi mais do que imaginava. Reconheci meus princípios e fiquei orgulhosa. Afirmo que pela primeira vez alguém me ensinou algo enquanto eu estava sorrindo. É uma forma mais saudável de absorver informações e lhe dar com sentimentos. Te digo que muitas pessoas se acham superiores por terem sidos capazes de conseguir o que queriam, mas elas esqueceram de crescer e talvez de serem elas mesmas. Estacionaram no tempo ao ver que venceram a primeira batalha. Essas mesmas pessoas esquecem que de alguma forma eu as ajudei quando estavam de olhos vendados. Ainda assim, insistem, querem atacar. Pena que também estavam de olhos vendados quando eu estava lutando, contra todos e tudo de uma só vez. Infelizmente não conheceram as minhas armas e ainda não foram apresentadas à minha defesa. Só peço que ninguém seja idiota e tente me atingir com coisas tão ridículas. Por favor, se respeite. Pense mais em você. Evite que meu sentimento seja de pena, porque essa sim é a melhor defesa de todas: mostrar-se indiferente quando tentam ser melhor do que você. Caso tentem mais uma vez... irão falhar.

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Instante?

janeiro 28, 2008

Um instante se foi, como tudo que vai e não volta mais.
Penso que algumas pessoas são como instantes, assim como alguns sentimentos são pessoas. São estranhos, surpreendentes e possuem o poder de tranformação.
Toda vez que eu tento apagar de mim o que me angustia, as pessoas-instantes surgem, seja pra me confortar ou pra piorar o meu estado.
É num instante que você encontra alguém legal, que você se apaixona e deixa de se apaixonar. É nele também que você aprende, fere e é ferido. Tudo acontece num instante.
Pessoas-instantes têm o poder de encantar, elas não te dão tempo nem de se decepcionar, apenas deixam saudades temporárias, ficam em tua mente por 24h. São envolventes e parecem eternas, até que o instante acabe.
Infelizmente quem te magoa não é uma pessoa-instante, é apenas um alguém que você gostaria que fosse momentâneo. Talvez por ela ser tão constante em você que fica difícil se livrar de você mesmo.
É como se duas almas estivessem refletindo os defeitos que parecem iguais e por um momento você deixou de ser você pra ser você&algúem.
Seria bem melhor que tudo fosse efêmero, assim eu pouparia a minha dor.

Hoje sem reticências, visto que elas dão a ilusão da eternidade.

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Era uma vez…

janeiro 28, 2008

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“Era uma vez.. duas pessoas totalmente opostas que se apaixonaram e foram felizes para sempre!”

(Definitivamente, isso não existe “na vida real”, portanto tentarei denovo)

“Era uma vez…
[…]
[…]
Nem ao menos sei como começar. Talvez começasse com um príncipe salvando uma princesa, uma bela briga ou quem sabe uma perseguição.
Porém, essa versão começa de um modo diferente, com brigas e desentendimentos prévios.
A história poderia ser incomum, mas não deixou de ter na sua essência a semelhança com as demais.
Com o andar da carroagem tudo mudou.
O tempo, o medo ou a distância ajudou bastante no clímax e interferiu diretamente no desfecho.
Com pouco tempo a mocinha estava sozinha e o mocinho parecia já ter superado tudo.
Ela parecia insistir, ele desistia constantemente; aliás, constante era uma palavra que não aparecia nas suas decisões.
Então, a mocinha se desiludiu, aprendeu mais do que imaginava (quem sabe mais do que gostaria) e isso foi o suficiente pra ela voltar atrás, ou talvez parar de vez.”

(Não, isso não agradaria nem a mim mesma, é melhor ser sincera… tentarei uma última vez.)

“Era uma vez…
e eu quero sair dessa história.
Não me vejo mais nos protagonistas, nem tenho mais uma parte deles em mim.
Não quero saber se o mocinho encontrou outra mocinha, nem se apareceu algum vilão no meio.
Já não faço mais parte do medo de ninguém, nem se quer ocupo a mente de quem quer que seja, nem que fosse por dúvida ou saudade.
Enganei-me ao pensar que reconstruiria as linhas da minha vida em um papel, quando na verdade eram as palavras que me definiam.
Pertencer as lembranças as vezes cansa e o final dessa saga talvez não me interesse mais.
Acho que isso sim, me agrada perfeitamente. Só espero que não seja mais um final inventado, porque dessa vez eles não serão felizes para sempre.”