Archive for fevereiro \17\UTC 2008

h1

Errar, se arrepender e querer voltar!

fevereiro 17, 2008

aaaaaa.jpg

Quantas são as vezes que desejamos voltar no tempo? Posso dizer que são inúmeras, contudo não garanto que seja recompensador. Quem nunca se arrependeu de ter optado por morango ao invés de chocolate, por ter vestido a roupa preta e não a branca, por ter preferido se acostumar a tentar? Quem nega se importar, não vale a pena! Sempre irá surgir a dúvida de como seria se estivéssemos dobrado à esquerda, se não saíssemos na chuva ou se tivéssemos dito “sim”.
Temos o péssimo hábito de não aproveitar o tempo concedido, de não extravasar as emoções, de não pensar antes de decidir. Ficamos entre um paradoxo e pecamos em nossa decisão. “Será tarde quando o arrependimento surgir” é o que muitos dizem e é também quando nos iludimos achando que tudo parece mais fácil. Então pensamos: “Retroceder seria perfeito!“. Conseguiríamos enquadrar tudo da maneira adequada, fazendo as escolhas corretas, dizendo as palavras que os outros gostariam de ouvir e colhendo o que achávamos que cairia da árvore. Entretanto, voltar no tempo não é passar uma borracha na história escrita, mas sim reviver todas as sensações que te levaram do chão ao céu, das nuvens a lama. Isso acontece porque só depois de quebrar a cara é que vemos o tamanho da cicatriz. Esquecemos que apenas fizemos as escolhas erradas, porque no momento julgávamos corretas e foi isso que contribuiu para o que somos agora. Penso que se meu passado fosse preenchido por acertos, eu não chegaria aqui. Estaria condicionada à perfeição e exigiria muito mais de mim, porém não teria se quer uma decepção para relatar. Orgulho-me em ter fracassado, em ter dito bobagens e em ter agido imaturamente. Afinal, “eu sou a ponte que me liga” e poderei voltar atrás sempre que quiser, pois se eu errei foi tentando acertar e disso eu não me arrependo.

Anúncios
h1

Trabalhando em um bom título…

fevereiro 9, 2008

Já não era sem tempo de atualizar isso aqui! Antes nunca do que tarde, hein?  Então,  fui “amaldiçoada”, digo, “memediçoada” pelo meu amigo Téo Brito, logo terei que postar minhas/meus memes (na verdade ainda não assimilei muito bem o significado dessa palavra, portanto é difícil a concordância). Deixemos esse lenga-lenga de lado e vamos direto ao ponto.

Melhor Momento: Cair dá escada aos 17 anos e quebrar o pé antes de ir pra escola (bem no dia que ia estrear meu all star verde). Achar que está tudo bem e continuar o percurso, depois ligar pra casa dizendo que “Meu tornozelo está do tamanho de uma laranja.” 😉

Pior Momento: No terceiro dia de pé quebrado ficar cercada por amigas que jogam “futebol” com uma latinha e gritam insistentemente “Chuta, Prih!” ;~

Arrependimento: Não me arrepender de nada. Isso às vezes me deixa com a sensação de que sou muito fria, talvez me arrependa por não ser muito sensível. Desse modo, acabo sendo muito sensível e pouco fria. Complexo não? Talvez um dia eu me arrependa por ser assim 🙂

Algo que aprendi: A minha preocupação com os outros é maior do que comigo. A recíproca não é verdadeira.

Algo que pretendo esquecer: Ninguém esquece de nada, as pessoas apenas se acostumam.

Música que mais ouvi: The Smiths – There Is a Light That Never Goes Out.

Filme que adorei assistir: “Across The Universe”, “Atonement” ou “Klass”.

Promessa para 2008: Prometo não ter promessas. Sempre que as tenho, nunca cumpro.

h1

Não me leve a mal, odeio carnaval!

fevereiro 6, 2008

                               42-15235358.jpg

Chega ao fim (graças a Deus) o período carnavalesco. Não entendo a vontade das pessoas de ir as ruas, se fantasiar, se misturar e sabe-se lá mais o quê. Muitas estão ali só por está, por não ter outra opção. No meu estado (Pernambuco) a festa começa bem cedo. Cerca de três semanas antes da data oficial, já é possível participar de inúmeras prévias. Aqui tudo que se precisa é de uma desculpa pra botar as bandinhas na rua e sai por ai dançando… Particulamente acho o feriado mais desnecessário do ano. Na verdade, Carnaval só serve mesmo pra me deixar deitada, ouvindo música, lendo um livro ou escrevendo uma bobagem como essa. Aliás, mesmo se eu quisesse fugir da cidade, teria que providenciar a minha saída vários dias antes, já que durante a folia torna-se impossível.  Não entendo a “magia” de subir ladeiras, estar no meio de uma multidão, pular freneticamente e sair “pegando” vários caras. Todo esse sentimento de compaixão não me pertence. Prefiro ficar na minha paz, com o meu suor, o meu cheiro e a minha boca saudável 🙂 Deixo esse tipo de doação pos corajosos, depois me acerto com Deus.

Preciso conhecer pessoas que detestem carnaval…

h1

Quanto vale o que mais te vale?

fevereiro 3, 2008

42-18214301.jpg

Comumente nos perguntam qual nosso maior defeito ou qualidade. Ora, mais que indagação injusta! Será que pra ser diferente de alguém você precisa ser um fardo ou a perfeição em pessoa? Quantos elogios recebemos por ter um corte de cabelo diferente, um corpo definido ou um rosto bem desenhado? Muitos. Quantos você recebeu por ter ajudado uma senhora a atravessar a rua, por ter plantado uma árvore ou por ter preferido ler um livro ao ver um reality show da moda? Nenhum. A coisa costuma funcionar desse modo: antes de SER você precisa TER. Hoje em dia você só É se TIVER. Seja linda e tenha um namorado bonito, seja rica e tenha muitos amigos, seja popular e tenha o mundo. Nasça feia, pobre e anti-social que você simplesmente deixa de existir. Assim damos “viva” ao interesse! Ainda insistem no ponto: “Qual seu maior defeito? Qual a sua maior qualidade?” Em que isso conta? Ninguém vai me dar lugar na fila por eu ser educada, não haverá quem abra a porta para eu entrar quando estiver segurando sacolas, nem muito menos mudarão os conceitos sobre mim apenas por eu ser uma boa pessoa. Eu me vejo de um modo diferente, inúmeras são as vezes que me observar interiormente resultou inútilmente. Posso ter o melhor coração do mundo, mas se meus dentes forem feios ninguém vai se interessar pelas minhas virtudes. A começar pelo “modelo” físico exigido pela sociedade, fica claro qual a real intenção das pessoas. Dinheiro virou “eu te amo“, fisionomia se tornou “prazer em conhecer“. Caso teu interesse se volte à instrução, se você é um alguém que quer algo mais do que um “você é linda“, logo recebe rótulos dos quais eu me orgulharia em ter. Todos que me olharem não enxergarão nada mais do que meu exteriótipo, porque serão incapazes de ir além da fronteira do corpo. Quer saber? Prefiro ser assim: invisível aos olhos de quem vê! Talvez o meu defeito deva ser acomodação e a minha qualidade seja a franqueza. Mas que diferença faz? O mais perto que podem chegar disso é numa troca de olhares… garanto que ninguém se arriscaria.

h1

Diferença indiferente.

fevereiro 2, 2008

banco-jardim-6.jpg

Ontem resolvi ir ao shopping. Não é um dos meus programas preferidos, mas na falta de outro, ele se torna bem válido. No caminho ao “centro de compras” observei atentamente o comportamento das pessoas no ônibus. Conclui que o transporte coletivo deveria ser mais “coletivo” do que “seletivo“. Todas os cidadãos que vi subi no veículo preferiram sentar-se ao sol a ter que se acomodar ao lado de alguém. Na medida que o ônibus ia enchendo, intensificava-se a indiferença.
Lembrei das cenas que via em filmes, de pessoas que se conhecem num meio de transporte, ou que comentam ao menos sobre os fatos que cercam o cotidiano. Pura ficção. Até acho que há algum tempo tudo era fácil assim, mas não hoje, não com esse tipo de pessoas, não com essa insignificância. O que aconteceu com as relações pessoais simples e expontâneas? Não sei. É interessante como todos preferiram se isolar em seu mundo, mesmo que por poucos minutos, a ter que se acostumar com alguém estranho ao seu lado. Por um momento cheguei até a acreditar que estava rodeada por macianos, ets ou sei lá o quê. Parecia que ninguém dividia os mesmos problemas, que não viviam em um mesmo lugar, que não estavam preocupados com a violência ou com o aquecimento global. Se caisse um raio no meio daquele veículo, garanto que muitas pessoas nem notariam e muito menos se esforçariam pra ajudar alguém. Muita gente acharia essa atitude comum, mas eu me assusto com isso. Penso que meus filhos e netos crescerão em um mundo sem gentilezas, favores ou “bom dias“. As coisas tendem a piorar. Chegará o tempo em que ninguém poderá contar mais com ninguém (se é que esse tempo já não chegou) nem para obter informações. É isso ai, a sociedade virou fruto da desconfiança, não mais da convivência ou da compaixão… Já não se fazem mais antigamentes como futuramente.