Archive for março \20\-03:00 2008

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… e quando eu quis te buscar alguém chegou pra me levar.

março 20, 2008

Então, estamos a 24 dias de um grande festival que rola por aqui (Recife), o Abril Pro Rock.
Confesso que não freqüento o evento, exceto quando bandas que eu realmente me identifico participam. Esse ano, ao analisar a programação, fiquei MUITO feliz em ver que a Violins iria se apresentar.
A banda é de Goiânia e apresenta um estilo bem peculiar. Deveras trabalhada, me satisfaz muito.
Há quem diga que lembra um pouco Los Hermanos, sinceramente não vejo semelhança. As letras são muito profundas e complexas, do jeito que gosto! Da pra viajar bastante e extrair diversos significados das composições.
Disponibilizarei logo abaixo o link da Home deles, onde é possível encontrar algumas músicas de todos os cds, incluindo demos. Além disso, vai um vídeo de “Vendedor de Rins”, uma das minhas preferidas.

E que venha (logo) o Abril Pro Rock!!!!!

Home – Violins.

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Grafologia?

março 19, 2008

Estava eu navegando por sites inúteis quando me deparei com um banner que dizia “Grafologia“.
Grafologia, no caso, seria o estudo da sua personalidade a partir da sua escrita. Curiosa como só eu sou, resolvi fazer o tal teste. Confesso que não sou muito apegada a essas coisas, mais algumas características até que me pertencem, assim ainda levo um grátis um post inútil.
Ai vai as minhas respostas e seus respectivos significados:

ZONAS SUPERIOR E INFERIOR AUSENTES
Você é uma pessoa imediatista, não apresenta grande motivação para as atividades diárias mas possui desejos evoluidos no âmbito moral e religioso.
(lê-se preguiçosa)

PERPENDICULAR
Você possui atitudes de equilíbrio, educação, presença e polidez mas é um pouco frio aos primeiros contatos.
(sou a própria stonehenge)

LETRAS TOTALMENTE LIGADAS
Você possui forte raciocínio lógico, direcionismo e habilidade numérica, mas não é muito criativo.
(mentira, sou criativa e burra pra caramba)

ESCRITA EM GUIRLANDAS
Sua personalidade é bastante amável, sensível e prestativa; tem predisposição forte ao erotismo
(sou sensível, mas sexy é demais!)

ESCRITA PEQUENA
Sua modestia e reserva são notáveis, bem como sua cautela para agir.
(modesta, eu?)

ESCRITA RETA
Sua forma de ver o mundo é com bastante equilíbrio; sua forma de agir é sempre calma e organizada.
(sou zeeeeeen)

PRESSÃO MUITO LEVE
Seu estado mental é de grande sensibilidade, receptividade, refinamento de ações mas com pouca iniciativa.
(como diria a minha mãe: não solta um peido a favor do vento!)

MODERADA
Você é calmo observador; é uma pessoa realista mas um pouco acomodado.
(denovo me chamaram de preguiçosa? mas o que é isso? ¬¬)

Pra quem se interessar, é só clicar aqui.

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“Quantas vezes vou fingir, estar tudo bem?”

março 15, 2008

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Hoje resolvi falar do meu extremo.
Não da minha extrema insignificância, nem da minha extrema indagação, e sim da minha extrema insistência.
Sempre relatei nesse blog coisas que me pertubam, que vão contra mim quando eu tou tentando simplesmente ir. Neste post contarei o que me faz querer ir (ir pra sempre). Presumo que haverá um exagero de termos repetitivos, visto que sou exageradamente detalhista quando se trata de mim. Exijo muito das minhas atitudes, quero sempre fazer tudo da maneira como penso e na maioria das vezes (usarei o eufemismo), nunca sai como eu quero. Posso falar do meu orgulho, da minha irresponsabilidade, das minhas vontades, da minha timidez, do meu ciúme, do meu lado b, do pouco das pessoas que me pertence e que eu faço questão de transformar em muito. Quero lembrar da minha inseguraça, da minha falsa indiferença, do que me corrói e do que me faz silenciar… Difícil é dizer o que em mim não vai a fundo e por isso o eco é tão grande que prefiro não gritar. Mais complicado
ainda é distingüir qual parte do meu coração não dói e quem não me faz afogar em lágrimas! Costumo dizer que minha complexidade vai além da distinção a cor do meu cabelo e até mesmo da raiz do meu pensamento. Ainda assim, continuo insistindo em ir pra longe dos princípios que me levam ao abismo. Então lembro que posso ser aquela que faz os outros rir por nada (enquanto morro por dentro), ou quem sabe também consigo ser um pouco mais feliz quando não estou sozinha. Essa máscara deveria me animar, afinal, que tipo de pessoa não ficaria alegre em manusear perfeitamente a arte do disfarce? No entanto, eu só insisto. Não mais em ir, já que isso resultou inútil. Insisto em ficar na inércia, em sofrer calada, em aguentar tudo e ainda querer ajudar quem só faz me magoar. É, talvez eu seja extremamente ingênua
Quem sabe a fulga que eu tanto planejei não é dos meus vícios nem das minhas virtudes? Quem irá negar que não consigo ir, porque não há como me desprender de mim? Deve ser por isso, que sou extremamente azarada! Fui nascer EU quando nunca quis ser deveras sentimental. E toda vez que tento partir, só percebo que continuo sendo aquela que quer ouvir alguém dizer que ser sensível é bom! Mesmo desse jeito, talvez não adiante, já que sou extremamente ignorante quanto a conselhos ou elogios gratuitos. Há quem diga que por isso sou extremamente egoísta
Esquecem-se apenas que se me julgo extrema é porque só eu sei aonde acaba a minha redenção. Só eu sei o que me faz descer das nuvens e cair no chão. Aliás, até na hora de sonhar eu sou extrema, e é essa extremidade que me faz ser mais eu, que me faz navegar em mim, que me faz aprender ou me derruba pra sempre.

Não é ninguém, não foi ninguém, sou eu

Eu e a minha insistência.

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.. que o futuro seja tão imprevisível quanto o presente foi.

março 9, 2008

42-15974255.jpgSábado: dia de atualizar o blog.
Tenho essa anotação em minha agenda, como se fosse um detalhe que eu esqueço com facilidade, como se eu fosse alguém importante e disciplinada.
Durante a semana presencio fatos que renderiam ótimas postagens, mas esses eu não anoto na agenda (na verdade o hábito de escrever em agendas eu comecei a cultivar a pouco tempo).
Quando chega o fim-de-semana deparo-me com a falta de criatividade, ou talvez a exaustão de responsabilidades, as mesmas que acumulo nos correntes 5 dias e que tento descarregar em apenas 2.
Posso dizer que sinto falta das tardes livres, dos momentos de diversão, porém vejo o quanto mudei e em que contribui para chegar onde estou.
Fazendo uma breve analogia, observo que não estou realizando um sonho antigo, até porque os meus sonhos estão em uma parte de mim que se desfaz com o tempo. Eu quis ser uma bailarina, uma veterinária, uma professora e não cheguei nem perto. Hoje estudo Jornalismo, decisão feita de última hora e que até agora me parece coerente.
Acreditei nos príncipes e nos castelos e tudo que encontrei no caminhar da carroagem foram decepções em meio a corações partidos. Temo que as minhas crenças tenham sido em vão; que o muito que eu depositei em expectativas tenha perdido o valor junto com as minhas lamentações. Sinto falta das vezes que eu chorava por ralar o joelho e que todos os meus problemas se resumiam em como não molhar o machucado no banho. No entanto os problemas são proporcionais ao tamanho das pessoas. A boneca quebrada ficou pra trás, assim como a estudante de jornalismo ficará em alguns anos. Enfim, eu me resumo a pensar nas coisas que não mais me pertecem, temo que num futuro próximo eu não tenha mais um momento pra sentir falta, pois toda vez que eu insisto em fazer tudo certo, acabo me sentindo errada. Tenho, finalmente, minha vida em ordem e tudo que eu mais quero é cair do patins só pra ter aquela sensação de que posso cair quantas vezes forem preciso até alcançar o equilíbrio.  Quero sentir que uma parte feliz de mim ainda me pertence, ainda que seja só uma cicatriz na alma…

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Coisas que se decoram com o tempo (ou sem ele).

março 1, 2008

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Ando em falta com o blog, ando sem tempo, ando em falta comigo mesmo. Não imaginei que um dia fosse falar isso com tanta sinceridade… “ando sem tempo”. Na verdade, se for pra analisar cautelosamente, o tempo é que não nos tem. É ele que é passageiro, não a gente. Ele tá sempre indo embora, o contexto tá sempre mudando, as pessoas e os cenários também. Você acha que está imune a isso, mas não está. Quando me distraio, me pego pensando em pessoas que já foram importantes pra mim em determinadas épocas. Imagino como seria se as reencontrasse, caio na ilusão de que teria aquele tempo de volta. O que eu falaria? Como estaríamos? Mais um pouco e vejo que isso é impossível (ainda que nada seja impossível). Teria que ser o mesmo contexo, o mesmo cenário, a mesma melhor amiga coadjuvante, os colegas figurantes, os meus sonhos e meu sorriso de plano de fundo. O enredo, como de costume, seria improvisado. No entanto, eu cansei. Não sei mais interpretar aquela personagem. Ela era tão diferente… mas agredeço por ter me ajudado a construir uma nova, uma que por enquanto me agrada. Lembro dos coadjuvantes, do protagonista, dos figurantes que tiveram a máscara arrancada e o figurino rasgado. Ainda assim consigo ter saudade do meu contexto. Aquele em que tudo se encaixava, tudo saia certo mesmo sem termos ensaiado nada. Então lembro do tempo, lembro de tudo que ele me levou. O mesmo tempo que eu não tenho hoje, o mesmo que não me tem.