h1

“Quantas vezes vou fingir, estar tudo bem?”

março 15, 2008

42-17051367.jpg

Hoje resolvi falar do meu extremo.
Não da minha extrema insignificância, nem da minha extrema indagação, e sim da minha extrema insistência.
Sempre relatei nesse blog coisas que me pertubam, que vão contra mim quando eu tou tentando simplesmente ir. Neste post contarei o que me faz querer ir (ir pra sempre). Presumo que haverá um exagero de termos repetitivos, visto que sou exageradamente detalhista quando se trata de mim. Exijo muito das minhas atitudes, quero sempre fazer tudo da maneira como penso e na maioria das vezes (usarei o eufemismo), nunca sai como eu quero. Posso falar do meu orgulho, da minha irresponsabilidade, das minhas vontades, da minha timidez, do meu ciúme, do meu lado b, do pouco das pessoas que me pertence e que eu faço questão de transformar em muito. Quero lembrar da minha inseguraça, da minha falsa indiferença, do que me corrói e do que me faz silenciar… Difícil é dizer o que em mim não vai a fundo e por isso o eco é tão grande que prefiro não gritar. Mais complicado
ainda é distingüir qual parte do meu coração não dói e quem não me faz afogar em lágrimas! Costumo dizer que minha complexidade vai além da distinção a cor do meu cabelo e até mesmo da raiz do meu pensamento. Ainda assim, continuo insistindo em ir pra longe dos princípios que me levam ao abismo. Então lembro que posso ser aquela que faz os outros rir por nada (enquanto morro por dentro), ou quem sabe também consigo ser um pouco mais feliz quando não estou sozinha. Essa máscara deveria me animar, afinal, que tipo de pessoa não ficaria alegre em manusear perfeitamente a arte do disfarce? No entanto, eu só insisto. Não mais em ir, já que isso resultou inútil. Insisto em ficar na inércia, em sofrer calada, em aguentar tudo e ainda querer ajudar quem só faz me magoar. É, talvez eu seja extremamente ingênua
Quem sabe a fulga que eu tanto planejei não é dos meus vícios nem das minhas virtudes? Quem irá negar que não consigo ir, porque não há como me desprender de mim? Deve ser por isso, que sou extremamente azarada! Fui nascer EU quando nunca quis ser deveras sentimental. E toda vez que tento partir, só percebo que continuo sendo aquela que quer ouvir alguém dizer que ser sensível é bom! Mesmo desse jeito, talvez não adiante, já que sou extremamente ignorante quanto a conselhos ou elogios gratuitos. Há quem diga que por isso sou extremamente egoísta
Esquecem-se apenas que se me julgo extrema é porque só eu sei aonde acaba a minha redenção. Só eu sei o que me faz descer das nuvens e cair no chão. Aliás, até na hora de sonhar eu sou extrema, e é essa extremidade que me faz ser mais eu, que me faz navegar em mim, que me faz aprender ou me derruba pra sempre.

Não é ninguém, não foi ninguém, sou eu

Eu e a minha insistência.

Anúncios

One comment

  1. Hm
    Fico na dúvida se é realmente você…



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: