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Uma palavra esperando tradução.

maio 24, 2008

Não é algo que vem de fora, é algo que não sai de dentro. Como se existissem laços eternos que só aumentam o vínculo do que eu sinto com o que eu reprimo. Tranquei-me em um espaço inalcansável, impenetrável. Uma autodefesa que me condiciona a ser assim: estranha.
Toda vez que algo novo surge, tento me proteger, mas tá sendo inútil até então. Um belo sorriso ou palavras que encantam, de qualquer forma não me convence mais. Fico na expectativa de como tudo terminaria e esqueço de começar…

É sempre assim, mas ninguém nota, sei disfaçar, finjo brincar!
Faz tempo que não sou o que demonstro, nem deixo chegar tão perto assim a ponto de me descobrirem. Não sei até que quando isso pode ser bom, porque ao mesmo tempo que me mantenho distante acabo perdendo a chance de expôr o que eu sou. Seria melhor se eu me permitisse mais, se eu me desse uma chance, mas tenho medo.

Eu só preciso confiar. Da próxima vez tem que ser diferente, não dá mais pra acreditar em tudo que posso ouvir, tenho que ver! Tenho que saber que a vontade de fazer alguém feliz não parte só de mim.
Mas ainda é cedo, preciso esperar. Esperar a pessoa certa, alguém que tenha cuidado, que descubra onde costumo me proteger, onde me escondo e afasto tudo que possa ser sinônimo de amor.
Por enquanto, continua assim: vou me abster do que possa me vencer, até que eu veja que é sincero, que é de verdade.

“Cansei de escrever, eu quero te falar
pra te conhecer, preciso me achar…”

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maio 24, 2008

Eu não morri.

Ainda estou viva (ainda bem), porém sem tempo (lê-se sem criatividade).
Pra muita gente é fácil atualizar um blog a partir de uma busca por coisas interessantes na web ou de curiosidades alheias. Não tenho o “dom” pra fazer críticas nem resenhas de livros ou filmes, portanto tenho que me virar com minha inspiração. O curioso é que ela deriva apenas das minhas decepções ou da minha sensibilidade. Costumo observar muito os outros e comentar algo a partir de então. Porém, nunca fui boa nessas coisas de escrever, nem muito menos inventar histórias. Gosto de descrever o que sinto quando vejo algo pertubador, ou extravaso através das palavras o que ninguém saberia escutar. É a minha maneira de mostrar minhas perspectivas, de ser entendida.

Sei nem se alguém lê isso aqui…