Archive for the ‘Desprezável’ Category

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“Quantas vezes vou fingir, estar tudo bem?”

março 15, 2008

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Hoje resolvi falar do meu extremo.
Não da minha extrema insignificância, nem da minha extrema indagação, e sim da minha extrema insistência.
Sempre relatei nesse blog coisas que me pertubam, que vão contra mim quando eu tou tentando simplesmente ir. Neste post contarei o que me faz querer ir (ir pra sempre). Presumo que haverá um exagero de termos repetitivos, visto que sou exageradamente detalhista quando se trata de mim. Exijo muito das minhas atitudes, quero sempre fazer tudo da maneira como penso e na maioria das vezes (usarei o eufemismo), nunca sai como eu quero. Posso falar do meu orgulho, da minha irresponsabilidade, das minhas vontades, da minha timidez, do meu ciúme, do meu lado b, do pouco das pessoas que me pertence e que eu faço questão de transformar em muito. Quero lembrar da minha inseguraça, da minha falsa indiferença, do que me corrói e do que me faz silenciar… Difícil é dizer o que em mim não vai a fundo e por isso o eco é tão grande que prefiro não gritar. Mais complicado
ainda é distingüir qual parte do meu coração não dói e quem não me faz afogar em lágrimas! Costumo dizer que minha complexidade vai além da distinção a cor do meu cabelo e até mesmo da raiz do meu pensamento. Ainda assim, continuo insistindo em ir pra longe dos princípios que me levam ao abismo. Então lembro que posso ser aquela que faz os outros rir por nada (enquanto morro por dentro), ou quem sabe também consigo ser um pouco mais feliz quando não estou sozinha. Essa máscara deveria me animar, afinal, que tipo de pessoa não ficaria alegre em manusear perfeitamente a arte do disfarce? No entanto, eu só insisto. Não mais em ir, já que isso resultou inútil. Insisto em ficar na inércia, em sofrer calada, em aguentar tudo e ainda querer ajudar quem só faz me magoar. É, talvez eu seja extremamente ingênua
Quem sabe a fulga que eu tanto planejei não é dos meus vícios nem das minhas virtudes? Quem irá negar que não consigo ir, porque não há como me desprender de mim? Deve ser por isso, que sou extremamente azarada! Fui nascer EU quando nunca quis ser deveras sentimental. E toda vez que tento partir, só percebo que continuo sendo aquela que quer ouvir alguém dizer que ser sensível é bom! Mesmo desse jeito, talvez não adiante, já que sou extremamente ignorante quanto a conselhos ou elogios gratuitos. Há quem diga que por isso sou extremamente egoísta
Esquecem-se apenas que se me julgo extrema é porque só eu sei aonde acaba a minha redenção. Só eu sei o que me faz descer das nuvens e cair no chão. Aliás, até na hora de sonhar eu sou extrema, e é essa extremidade que me faz ser mais eu, que me faz navegar em mim, que me faz aprender ou me derruba pra sempre.

Não é ninguém, não foi ninguém, sou eu

Eu e a minha insistência.

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.. que o futuro seja tão imprevisível quanto o presente foi.

março 9, 2008

42-15974255.jpgSábado: dia de atualizar o blog.
Tenho essa anotação em minha agenda, como se fosse um detalhe que eu esqueço com facilidade, como se eu fosse alguém importante e disciplinada.
Durante a semana presencio fatos que renderiam ótimas postagens, mas esses eu não anoto na agenda (na verdade o hábito de escrever em agendas eu comecei a cultivar a pouco tempo).
Quando chega o fim-de-semana deparo-me com a falta de criatividade, ou talvez a exaustão de responsabilidades, as mesmas que acumulo nos correntes 5 dias e que tento descarregar em apenas 2.
Posso dizer que sinto falta das tardes livres, dos momentos de diversão, porém vejo o quanto mudei e em que contribui para chegar onde estou.
Fazendo uma breve analogia, observo que não estou realizando um sonho antigo, até porque os meus sonhos estão em uma parte de mim que se desfaz com o tempo. Eu quis ser uma bailarina, uma veterinária, uma professora e não cheguei nem perto. Hoje estudo Jornalismo, decisão feita de última hora e que até agora me parece coerente.
Acreditei nos príncipes e nos castelos e tudo que encontrei no caminhar da carroagem foram decepções em meio a corações partidos. Temo que as minhas crenças tenham sido em vão; que o muito que eu depositei em expectativas tenha perdido o valor junto com as minhas lamentações. Sinto falta das vezes que eu chorava por ralar o joelho e que todos os meus problemas se resumiam em como não molhar o machucado no banho. No entanto os problemas são proporcionais ao tamanho das pessoas. A boneca quebrada ficou pra trás, assim como a estudante de jornalismo ficará em alguns anos. Enfim, eu me resumo a pensar nas coisas que não mais me pertecem, temo que num futuro próximo eu não tenha mais um momento pra sentir falta, pois toda vez que eu insisto em fazer tudo certo, acabo me sentindo errada. Tenho, finalmente, minha vida em ordem e tudo que eu mais quero é cair do patins só pra ter aquela sensação de que posso cair quantas vezes forem preciso até alcançar o equilíbrio.  Quero sentir que uma parte feliz de mim ainda me pertence, ainda que seja só uma cicatriz na alma…

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Não era pra ser.

janeiro 28, 2008

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Não tente ser sempre o que você é, porque os outros absorvem tantas coisas suas que não final você não é mais nada. Quando se vê, o poço de felicidade se tornou um deserto tão grande dentro de você que tudo parece vazio e frio. Olha pra ti e vê algo devastado, não tiveram piedade nem de devolver a tua parte roubada. De repente, as sensações ficam em grau elevado. É impossível não transparecer o furacão que invadiu o teu deserto. Escutas mil pessoas dizendo pra tu não ficar assim, ouve o tempo dizendo que vai passar, mas o teu coração não entende como isso pode ser passageiro.

Todos os conselhos falham.

Qualquer um percebe que não es assim, mas se não vais a fundo na tua própria dor, te perdes nas esperanças míseras de quem mendiga reciprocidade. E quando dizes acreditar que nenhuma ferida dói tanto, tu te esqueces que no momento em que afirmas isso, não tens se quer um arranhão.
Agora ficas vulnerável a ponto de se sentir tocada ao ler, ao ver ou escutar qualquer coisa que te remeta a quem dedicastes teus dias. Dependes do tempo pra entender que a canção triste era pra ser alegre e que quem a toca nunca teve a intenção de compor ela… Mesmo assim, estais num barco que não tem comando, apenas navega sem rumo e ainda que você queira não pode abandoná-lo, pois sem ele podes se afogar e pra esse tipo de coisa ninguém foi treinado pra nadar.

… “i don’t want to leave her now, you know i believe how.”

A canção que era pra ser alegre:

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Instante?

janeiro 28, 2008

Um instante se foi, como tudo que vai e não volta mais.
Penso que algumas pessoas são como instantes, assim como alguns sentimentos são pessoas. São estranhos, surpreendentes e possuem o poder de tranformação.
Toda vez que eu tento apagar de mim o que me angustia, as pessoas-instantes surgem, seja pra me confortar ou pra piorar o meu estado.
É num instante que você encontra alguém legal, que você se apaixona e deixa de se apaixonar. É nele também que você aprende, fere e é ferido. Tudo acontece num instante.
Pessoas-instantes têm o poder de encantar, elas não te dão tempo nem de se decepcionar, apenas deixam saudades temporárias, ficam em tua mente por 24h. São envolventes e parecem eternas, até que o instante acabe.
Infelizmente quem te magoa não é uma pessoa-instante, é apenas um alguém que você gostaria que fosse momentâneo. Talvez por ela ser tão constante em você que fica difícil se livrar de você mesmo.
É como se duas almas estivessem refletindo os defeitos que parecem iguais e por um momento você deixou de ser você pra ser você&algúem.
Seria bem melhor que tudo fosse efêmero, assim eu pouparia a minha dor.

Hoje sem reticências, visto que elas dão a ilusão da eternidade.