Archive for the ‘Histórias’ Category

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Aprenda a sangrar

julho 27, 2008

Olha, você não se envergonha! Admirável, não? Quão diferente eu achei que seria? Oh! Realmente não sei.
Te agradeço! Sim, eu agradeço. Posso julgar com facilidade, agora. Vejo além… Não além das palavras, não ainda, mas vejo além do interesse. Estou grata, novamente, por não me enganar mais.

Olha, eu me envergonho! De tudo que eu era antes. De ser frágil a ponto de me ferir em conseqüência do que te causei. Oh, isso realmente me constrange: fui melhor do que merecias! Obrigado por me punir, por me munir de precaução, por me fazer entender cada movimento seu, por saber recuar antes de perder.

Olha, me desculpe. Não pude te dar tanto significado, não foi nada especial. Tudo muito comum, sem boas lembranças, só boas lições. Pessoas importantes tem lugares importantes, pessoas normais apenas vão embora. Você me deu apenas o argumento que eu precisava. Mais uma vez, eu agradeço.

Olha, a sua dor! Sim, a sua. Aquela que não me toca, que com certeza não é o reflexo do sofrimento de ninguém. Nunca foi. Sempre acompanhado por uma bela máscara de satisfação, onde a solidão é subentendida. Ninguém mais além de você… Você: sempre um exagero do mesmo, dividido em várias metades. Seu jogo velho ainda parece funcionar…

Então, quando te cansas, o que faz?

Ah, essa eu também sei!

O jogo não é o mesmo, me enganei! É apenas o mesmo tabuleiro, as peças é que mudam…

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Fogo e Gelo

julho 25, 2008

“O mundo findará em fogo, ouço aqui,
Em gelo, ouço ali.
Conheço bem o desejo, logo
Sou a favor do fim em fogo.
Mas se houvesse dois finais,
Creio que sei do ódio a ponto
De afirmar: ao destruir, o gelo
Funciona bem;
Não fica aquém.”

(Robert Frost – Fogo e Gelo)

Meu mundo, com certeza, se findaria em gelo.

Estou no momento muito twilight da minha vida =~ não consigo controlar o vício.

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Uma palavra esperando tradução.

maio 24, 2008

Não é algo que vem de fora, é algo que não sai de dentro. Como se existissem laços eternos que só aumentam o vínculo do que eu sinto com o que eu reprimo. Tranquei-me em um espaço inalcansável, impenetrável. Uma autodefesa que me condiciona a ser assim: estranha.
Toda vez que algo novo surge, tento me proteger, mas tá sendo inútil até então. Um belo sorriso ou palavras que encantam, de qualquer forma não me convence mais. Fico na expectativa de como tudo terminaria e esqueço de começar…

É sempre assim, mas ninguém nota, sei disfaçar, finjo brincar!
Faz tempo que não sou o que demonstro, nem deixo chegar tão perto assim a ponto de me descobrirem. Não sei até que quando isso pode ser bom, porque ao mesmo tempo que me mantenho distante acabo perdendo a chance de expôr o que eu sou. Seria melhor se eu me permitisse mais, se eu me desse uma chance, mas tenho medo.

Eu só preciso confiar. Da próxima vez tem que ser diferente, não dá mais pra acreditar em tudo que posso ouvir, tenho que ver! Tenho que saber que a vontade de fazer alguém feliz não parte só de mim.
Mas ainda é cedo, preciso esperar. Esperar a pessoa certa, alguém que tenha cuidado, que descubra onde costumo me proteger, onde me escondo e afasto tudo que possa ser sinônimo de amor.
Por enquanto, continua assim: vou me abster do que possa me vencer, até que eu veja que é sincero, que é de verdade.

“Cansei de escrever, eu quero te falar
pra te conhecer, preciso me achar…”