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Quebrando o gelo: as palavras podem salvar o mundo.

abril 13, 2008

Eu me pergunto que sentimento é esse que me leva ao fundo do poço e de uma hora pra outra me faz achar que tudo mudou. Dizem que é amor.
Então vejo que fui enganada. Ensinaram-me que o amor é a única arma capaz de salvar o mundo. Então por que é ele que me destrói? Não me refiro as minhas paixões! Nenhuma delas foi digna o suficiente de tamanha devoção. Trata-se das minhas decepções. O alguém que me ensinou o conceito  do verbo “amar” mudou e hoje me mostrou o que é odiar. Explicaram-me que complexo era definir todas as sensações que o amor reunia, vejo que difícil mesmo é sentir todas elas e entender que de fato ele existe! Poucas pessoas têm esse privilégio. Complicado pra mim é falar sobre isso.. talvez nem mostre isso a ninguém, ou guarde esse texto por meses à fio. O problema é que eu não encontrei quem abraçar, então me refugiei nas palavras…
Ah, as palavras… a maior arma de todas! Maior até mesmo que o amor. Pergunto-me, como o amor poderá salvar o mundo se nem todos o sentem? As palavras não, elas são levadas a todos e têm um poder ímpar: machuca como nenhuma pistola ou instrumento de tortura. Ela sim é a minha defesa e meu ataque. Porém é tambem meu ponto fraco.. e dessa vez o ferimento foi grave! No coração! Logo ele, que é cercado por gelo pra não ser apunhalado, ele que restrige todos que pensam entrar no meu pensamento, que bloqueia qualquer tentativa de dominação. Nunca foi atingido pelo amor, porém a dose forte foi misturada com palavras. O mais próximo que cheguei disto foi há 10 anos quando perdi alguém.
Analisando melhor, a dor é semelhante. Estou enterrando alguém dentro de mim. Pode até ser menos doloroso já que dentro de mim é impossível sentir saudades. Não pensei que o amor machucasse, não não. O que machucou foram as palavras usadas pelo ser amado. Preciso me livrar disto. Mesmo quando esse amor nasceu comigo, mesmo quando um dia cheguei a pensar que eu e ele fóssemos indissociáveis. O que mudou foi o poder que ele tinha, o amor. Fazia-me, hoje me acaba.
Agora a minha cabeça dói enquanto minha alma grita. Minhas mãos formigam, as lágrimas demonstram o peso que não consigo carregar só. Acho que foi porque pela primeira vez pedi pra alguém sair da minha vida, sinceramente e dolorosamente. Pela primeira vez estou sozinha… sem o amor.

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O sentido que já não faz mais sentido.

abril 6, 2008

Eu poderia dizer em que momento me apaixonei por você
e quais palavras me fizeram ter certeza do que eu sentia.
Descreveria o brilho do meu olhar quando foi de encontro ao teu,
a temperatura da minha mão quando tocou a tua,
o meu suspiro ao sentir tua respiração,
a freqüência que regia nossos corações simultâneamente,
a urgência e a intensidade do abraço do nosso reencotro.

Mesmo assim, nada o comoveria o bastante pra fazer voltar.
Tudo que sobrou foram as noites de saudade,
as lembranças repentinas de como tudo deveria ter sido e não foi.
Ficaram apenas os pensamentos e as associações que me remetem a você,
a sensação de quente-frio que não passa
e as lágrimas que já caem costumeiramente na tua ausência.

Não sei mais disfarçar a minha insegurança ao te encontrar,
nem a minha tristeza em saber que teu coração não acelera ao me ver.
Não consigo maquear a dor que sinto ao perceber que não te faço mais feliz,
que não sou capaz de te encantar mais com uma palavra doce ou um carinho.
Já não sou eu quem te rouba um beijo ou uma demonstração de felicidade
e também não sou aquela que você lembra ao vê o céu.
Passei a não habitar mais teus sonhos,
nem faço mais parte do teu futuro.

Insisto apenas em dizer que todos os esforços não são em vão,
que tudo que eu falo é só o reflexo do está no meu coração,
que cada palavra soa apenas como uma tentativa ineficaz de dizer te amo.
Hoje eu temo não encontrar mais um peito em que minha cabeça de encaixe,
um beijo que me deixe de ponta de pé,
um braço que saiba envolver os meu ombros
e um sorriso que me faça esquecer.

(Texto velho, mas feito por mim.)

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Primeiro de abril: uma mentira que um mentiroso inventou.

abril 1, 2008

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Desde pequena sempre curti as brincadeiras do 1° de abril. Não diferentemente, esse ano já contei a minha 😛
Resolvi então divulgar algumas mentiras legais vinculadas no dia de hoje, entre elas, estão as do Google, que aderiu essa brincadeira há 4 anos.
Em 2008 o tema abordado foi uma ferramenta de relacionamentos que prometia estabelecer uma ligação entre perfis de pessoas com gostos e interesses comuns. Uma das outras três mentiras foi confirmando que o Google estaria contratando profissionais para sua Base na Lua. A segunda revelava que seu sistema de buscas usava Pombos para criar rankings e apresentar resultados, enquando a última era sobre o serviço MentalPlex, que adivinharia o que o internauta está pensando.
Outras duas criativas e ‘interessantes’ são as que se referem ao ganhador do BBB8, Rafinha e a VJ da MTV Marimoon.

O que difere o 1° de abril dos outros dias, é que hoje a gente não finge que acredita nas histórias mal contadas. Vamos então paroveitar as umas 3 horas do dia da mentira, porque depois da meia noite só poderemos dizer verdades (essa é a minha mentira)…

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Concentração……… o quê?

abril 1, 2008

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Bem, não sei se é o caso, mas eu tenho muito desvia de atenção. Mesmo quando estou em total silêncio, tento me concentrar e quando noto já estou em outro lugar. Comentando sobre isso com uma amiga, ela me passou um material com umas dicas bem legais pra aprimorar a concetração. Infelizmente ainda não testei, mas pretendo fazer isso em breve. São exercícios leves e simples, que podem ser praticados sem complicações em casa.

COMO DESENVOLVER O SEU PODER DE CONCENTRAÇÃO:
Vamos aprender sobre um assunto que é muito importante, a concentração. Saber concentrar-se é indispensável ao desenvolvimento da sua memória. A atenção e a observação não são suficientes se você não se concentrar corretamente sobre suas ações. Concentração é manter a atenção sobre um assunto determinado sem se distrair com outros pensamentos. É, aliás, uma faculdade extremamente preciosa, para o exercício de todas as nossas atividades mentais.
Podemos classificar a concentração que usaremos para memorizar em dois tipos, ainda que naturalmente se trate da mesma faculdade, são eles:
1 – Concentração Imediata: necessária para observar com cuidado um documento, uma paisagem, um acontecimento, um espetáculo, um monumento, um quadro.

2 – Concentração Prolongada: necessária para estudar, aprender, reter, redigir, calcular, pensar, refletir.
A concentração imediata exige ser praticada à vontade, instantaneamente e em todas as circunstancias. Ela requer também a aptidão para mudar de assunto rapidamente. Por exemplo, se lhe apresentam 4 ou 5 pessoas, sucessivamente, você concentra-se sobre os seus nomes e sobre as suas feições durante breves momentos, depois ficará atento ao que as pessoas disserem ou mostrarem, etc..
A concentração prolongada usada para o estudo ou a reflexão necessita de um outro treino. Voltaremos ao assunto pormenorizadamente, nas lições reservadas a este estudo.
De momento, vamos desenvolver a nossa concentração imediata à custa ou com a ajuda de alguns exercícios.
Estes exercícios podem melhorar o seu poder de concentração até um grau extraordinário, mas é necessário fazê-los com muita atenção. Podem lhe parecer difíceis. Não se preocupe. Faça-os, simplesmente, o melhor possível. Faça um exercício por dia durante essa semana.

  • EXERCÍCIO Nº 1

Pegue um objeto (chave, objeto de adorno): observe-o com atenção durante 30 segundos, depois feche os olhos e tente representá-lo mentalmente, de maneira clara e precisa. Se alguns detalhes não estiverem perfeitamente claros, nítidos, observe de novo o objeto tomado e torne a fechar os olhos, etc.. até que possa representa-lo mentalmente, com nitidez.

  • EXERCICIO Nº 2

Eis um exercício conhecido pelo nome de “prateleiras cerebrais”. Você escolhe 3 assuntos diferentes para reflexão: por exemplo, um projeto que tem; um assunto cientifico ou literário e uma lembrança pessoal (férias, viagem, etc.). Dedique 3 minutos de reflexão a cada um dos três assuntos. Durante os 3 primeiros minutos pense somente no assunto nº 1, passe depois ao assunto nº 2 e não pense em outra coisa; finalmente, passe ao assunto nº 3. É necessário não se distrair durante cada fase e, sobretudo, não pensar nos dois outros assuntos.

  • EXERCICIO Nº 3

Reproduza mentalmente as feições de uma pessoa que vê frequentemente: verificará que delas só tem uma visão geral, uma impressão genérica, mas que os pormenores lhe escapam. Você completará a observação quando reencontrar a referida pessoa e recomeçará o exercício, até que obtenha uma representação perfeitamente nítida.

  • EXERCICIO Nº 4

Tente este interessante exercício que desenvolverá o seu poder de concentração e atenção auditiva. Escute ou ouça o rádio; depois, diminua o volume; depois, mais baixo ainda; regule o seu aparelho o mais baixo possível até compreender, suficientemente, o que se diz. A fraca intensidade do som obrigá-lo-á a concentrar-se. Não prolongue este exercício por mais de três minutos.

  • EXERCICIO Nº 5

Escolha um poema, leia-o lenta e atentamente, fixando-se sobre cada palavra importante por forma a evocar, de maneira precisa, a imagem correspondente. Não se deixe distrair por associações estranhas, sem relação com o poema.

  • EXERCICIO Nº 6

Faça, de novo, o Exercicio nº 2(prateleiras cerebrais) com os mesmos assuntos de ontem.

  • EXERCICIO Nº 7

Faça novamente o Exercicio nº 4 com o rádio.

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… e quando eu quis te buscar alguém chegou pra me levar.

março 20, 2008

Então, estamos a 24 dias de um grande festival que rola por aqui (Recife), o Abril Pro Rock.
Confesso que não freqüento o evento, exceto quando bandas que eu realmente me identifico participam. Esse ano, ao analisar a programação, fiquei MUITO feliz em ver que a Violins iria se apresentar.
A banda é de Goiânia e apresenta um estilo bem peculiar. Deveras trabalhada, me satisfaz muito.
Há quem diga que lembra um pouco Los Hermanos, sinceramente não vejo semelhança. As letras são muito profundas e complexas, do jeito que gosto! Da pra viajar bastante e extrair diversos significados das composições.
Disponibilizarei logo abaixo o link da Home deles, onde é possível encontrar algumas músicas de todos os cds, incluindo demos. Além disso, vai um vídeo de “Vendedor de Rins”, uma das minhas preferidas.

E que venha (logo) o Abril Pro Rock!!!!!

Home – Violins.

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Grafologia?

março 19, 2008

Estava eu navegando por sites inúteis quando me deparei com um banner que dizia “Grafologia“.
Grafologia, no caso, seria o estudo da sua personalidade a partir da sua escrita. Curiosa como só eu sou, resolvi fazer o tal teste. Confesso que não sou muito apegada a essas coisas, mais algumas características até que me pertencem, assim ainda levo um grátis um post inútil.
Ai vai as minhas respostas e seus respectivos significados:

ZONAS SUPERIOR E INFERIOR AUSENTES
Você é uma pessoa imediatista, não apresenta grande motivação para as atividades diárias mas possui desejos evoluidos no âmbito moral e religioso.
(lê-se preguiçosa)

PERPENDICULAR
Você possui atitudes de equilíbrio, educação, presença e polidez mas é um pouco frio aos primeiros contatos.
(sou a própria stonehenge)

LETRAS TOTALMENTE LIGADAS
Você possui forte raciocínio lógico, direcionismo e habilidade numérica, mas não é muito criativo.
(mentira, sou criativa e burra pra caramba)

ESCRITA EM GUIRLANDAS
Sua personalidade é bastante amável, sensível e prestativa; tem predisposição forte ao erotismo
(sou sensível, mas sexy é demais!)

ESCRITA PEQUENA
Sua modestia e reserva são notáveis, bem como sua cautela para agir.
(modesta, eu?)

ESCRITA RETA
Sua forma de ver o mundo é com bastante equilíbrio; sua forma de agir é sempre calma e organizada.
(sou zeeeeeen)

PRESSÃO MUITO LEVE
Seu estado mental é de grande sensibilidade, receptividade, refinamento de ações mas com pouca iniciativa.
(como diria a minha mãe: não solta um peido a favor do vento!)

MODERADA
Você é calmo observador; é uma pessoa realista mas um pouco acomodado.
(denovo me chamaram de preguiçosa? mas o que é isso? ¬¬)

Pra quem se interessar, é só clicar aqui.

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“Quantas vezes vou fingir, estar tudo bem?”

março 15, 2008

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Hoje resolvi falar do meu extremo.
Não da minha extrema insignificância, nem da minha extrema indagação, e sim da minha extrema insistência.
Sempre relatei nesse blog coisas que me pertubam, que vão contra mim quando eu tou tentando simplesmente ir. Neste post contarei o que me faz querer ir (ir pra sempre). Presumo que haverá um exagero de termos repetitivos, visto que sou exageradamente detalhista quando se trata de mim. Exijo muito das minhas atitudes, quero sempre fazer tudo da maneira como penso e na maioria das vezes (usarei o eufemismo), nunca sai como eu quero. Posso falar do meu orgulho, da minha irresponsabilidade, das minhas vontades, da minha timidez, do meu ciúme, do meu lado b, do pouco das pessoas que me pertence e que eu faço questão de transformar em muito. Quero lembrar da minha inseguraça, da minha falsa indiferença, do que me corrói e do que me faz silenciar… Difícil é dizer o que em mim não vai a fundo e por isso o eco é tão grande que prefiro não gritar. Mais complicado
ainda é distingüir qual parte do meu coração não dói e quem não me faz afogar em lágrimas! Costumo dizer que minha complexidade vai além da distinção a cor do meu cabelo e até mesmo da raiz do meu pensamento. Ainda assim, continuo insistindo em ir pra longe dos princípios que me levam ao abismo. Então lembro que posso ser aquela que faz os outros rir por nada (enquanto morro por dentro), ou quem sabe também consigo ser um pouco mais feliz quando não estou sozinha. Essa máscara deveria me animar, afinal, que tipo de pessoa não ficaria alegre em manusear perfeitamente a arte do disfarce? No entanto, eu só insisto. Não mais em ir, já que isso resultou inútil. Insisto em ficar na inércia, em sofrer calada, em aguentar tudo e ainda querer ajudar quem só faz me magoar. É, talvez eu seja extremamente ingênua
Quem sabe a fulga que eu tanto planejei não é dos meus vícios nem das minhas virtudes? Quem irá negar que não consigo ir, porque não há como me desprender de mim? Deve ser por isso, que sou extremamente azarada! Fui nascer EU quando nunca quis ser deveras sentimental. E toda vez que tento partir, só percebo que continuo sendo aquela que quer ouvir alguém dizer que ser sensível é bom! Mesmo desse jeito, talvez não adiante, já que sou extremamente ignorante quanto a conselhos ou elogios gratuitos. Há quem diga que por isso sou extremamente egoísta
Esquecem-se apenas que se me julgo extrema é porque só eu sei aonde acaba a minha redenção. Só eu sei o que me faz descer das nuvens e cair no chão. Aliás, até na hora de sonhar eu sou extrema, e é essa extremidade que me faz ser mais eu, que me faz navegar em mim, que me faz aprender ou me derruba pra sempre.

Não é ninguém, não foi ninguém, sou eu

Eu e a minha insistência.